Como foi o ano na economia e as expectativas para 2020

Escola de Negócios

2019 começou com o mandato do presidente Jair Bolsonaro e uma pauta focada em medidas pró-economia de mercado. Nesse sentido, a aprovação de diversas reformas foi colocada como prioridade. Entre elas, principalmente, a da Previdência, cuja meta era concretizá-la ainda no primeiro semestre. Em vista disso, a expectativa do mercado era de que o país apresentasse crescimento de 2,57% do PIB no ano.

Entretanto, com as dificuldades para a tramitação da Reforma da Previdência e outros fatores, a previsão de crescimento se deteriorou. A queda ocorreu ao longo dos meses, até atingir a sua mínima de 0,80% em agosto.

Depois disso,  a aprovação da reforma no Senado em novembro, a divulgação do PIB do terceiro trimestre e outros indicadores mostraram que a economia voltava a se aquecer. Com isso, nos últimos Relatórios Focus, a expectativa do mercado para o crescimento em 2019 voltou a subir. Chegou a até 1,16% do PIB.

 

O índice de inflação esperado para 2019, que antes indicava uma desaquecimento da economia, voltou a subir. Está atualmente mais próximo à meta do governo, de 4,5%. O índice esperado atingira a sua mínima em outubro a 3,26%, passando a partir daí a voltar para próximo do que se iniciou e da meta, a 3,98%, segundo o último relatório Focus.

 

O ano de 2019 na economia: Selic

A taxa Selic chegou a seu menor patamar histórico na última reunião do COPOM no início de dezembro, a 4,5% a.a.. Isso mostra o esforço do governo para reaquecer a economia. Esse movimento de queda na taxa Selic se iniciou no final de 2016, quando estava a 14,25% a.a.. A cada reunião do COPOM, a Selic foi reduzida na maioria das vezes em 1 ponto percentual, até se estabilizar em 6,5% a.a. em março de 2018. A partir disso, a Selic se manteve estável por mais de um ano. Um novo corte aconteceu em agosto de 2019,  quando se iniciou uma nova onda de redução. Dessa forma, a Selic chegou à mínima histórica de 4,5% a.a..

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O ano de 2019 na economia: dólar e Ibovespa

O dólar e o Ibovespa apresentam alta de 5,24% e 30,99% no ano até 20/12/2019, respectivamente. O aumento do dólar é explicado muito pela guerra comercial entre o EUA e a China e pela política econômica que os Estados Unidos vêm adotando no governo Trump. A moeda americana se desvalorizou ante as principais moedas no mundo.

Por outro lado, o aumento do Ibovespa, atingindo níveis recordes, é um sinal positivo. O bom desempenho indica que as empresas estão crescendo e o mercado de capitais se fortalecendo. O mercado de renda variável passa a ser uma boa opção para diversificação da carteira de investimentos.

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As expectativas para 2020

No penúltimo Relatório Focus, a previsão de crescimento do PIB está em 2,28% para 2020. Conforme o mesmo relatório, a inflação ficará próxima da meta do ano, em 3,60% a.a., e a taxa Selic se manterá em 4,50% a.a.. Para a bolsa, a previsão é bastante otimista e todos os analistas indicam que alcançará níveis recordes. Certamente, para o ano que está por vir, a expectativa é positiva segundo os analistas dos departamentos econômicos dos bancos e corretoras.

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