O impacto do coronavírus no mercado financeiro

Escola de Negócios

Temor sobre coronavírus derruba mercados

“Ibovespa tomba mais de 3% e perde os 100 mil pontos por temores com coronavírus” (Valor Investe); “Surto de coronavírus aumenta o temor de uma recessão global” (Exame); “Estrangeiros tiram R$ 44,8 bi da Bolsa, maior valor da história para um ano” (Folha)… As manchetes de diferentes veículos são um balde de água fria para um mercado que vinha em clima de grande otimismo. Mas não é hora de se desesperar – pelo menos para aqueles que trabalham com teses de investimento alicerçadas em conhecimento e transparência. A coluna desta semana de Hudson Bessa, sócio da HB Escola de Negócios, no Valor Investe, aborda o impacto do coronavírus no mercado financeiro. “A volatilidade proveniente do coronavírus será uma boa oportunidade para entendermos o quanto os investidores tomaram decisões conscientes e as vendas de investimentos foram bem feitas nos últimos tempos”, escreve o professor.

Como já apresentado anteriormente no Blog da HB, o mercado de investimentos no Brasil vem mostrando uma diversificação dos ativos. Isso decorre, principalmente, da busca por retornos maiores em um cenário de juros em baixa. A tendência tem se observado também entre os clientes do varejo, como mostra o Consolidado de Distribuição de Produtos do Varejo da Anbima.

“Há um claro movimento em busca por ativos com maior risco, como forma de incrementar as taxas de retorno”, analisa Hudson Bessa. Este movimento é puxado pelos clientes enquadrados em Alta Renda, mas ocorre também no chamado Varejo Tradicional. E nesse grupo que surgem mais dúvidas e receios diante de turbulências como as que se avistam com o coronavírus.

Diversificação no Varejo Tradicional

No Varejo Tradicional, os recursos parecem estar em migração direta, nos últimos meses, para as classes Ações e Multimercado. Isso acaba contrariando o caminho mais esperado para quem começará a experimentar riscos maiores. Hudson Bessa afirma que a mudança recomendada, do ponto de vista de educação financeira, seria mais gradual. Isto é, de risco algum, passaria primeiro para a renda fixa curta. Em seguida, pela longa e pelo crédito privado. Para, só então, seguir em direção aos multimercados e ações. “Atalhar este caminho não é interessante para quem não está acostumado às perdas decorrentes dos ativos de maior risco”, diz. “Perdas são difíceis de serem assimiladas. É melhor experimentar ativos menos arriscados e evitar dores muito intensas que podem criar feridas difíceis de cicatrizar.”

Ainda não se sabe o tamanho das feridas que podem surgir com o alastramento do coronavírus pelo mundo. Vivemos um momento de muita incerteza nos mercados. O certo é que os investidores e profissionais do setor passarão por um grande teste. Serão colocadas à prova as teses de investimento que compraram ou venderam. Aqueles que baseiam seus investimentos e negócios em conhecimento e transparência terão a tranquilidade necessária para enxergar as oportunidades do momento. E a oportunidade pode ser simplesmente aguardar a tempestade passar.

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