Indústria de FIDCs mais que dobrou no Brasil nos últimos três anos

Escola de Negócios

Com a redução da taxa de juros, a demanda por produtos mais sofisticados tem aumentado no mercado financeiro brasileiro. Os Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC) estão entre esses produtos que chamam a atenção do investidor. Em menos de três anos, de dezembro de 2016 a julho deste ano, a indústria de FIDCs mais que dobrou de tamanho (104,6%) em termos financeiros. E, em número de fundos, houve crescimento de 71,3%, como mostram os gráficos abaixo.

Segundo dados da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais), apenas em 2019, houve aumento de R$ 55.215 milhões de reais no patrimônio líquidos dos FIDCs, crescimento de 44,7% em relação a dezembro do ano passado. Esse avanço está sendo puxado pela maior captação líquida do setor na história: R$ 46.545 milhões.

Mas como o que são e como são montados os FIDCs?

O que são os FIDCs

Os Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC) são uma comunhão de recursos que destina acima de 50% de seu patrimônio líquido a aplicações em direitos creditórios. Ou seja, os papéis que compõem a carteira de um FIDC são provenientes dos créditos que uma empresa tem a receber, como duplicatas, cheques e outros. Portanto, os créditos originados de transações realizadas nos segmentos financeiro, comercial, industrial, imobiliário, de arrendamento mercantil e de prestações de serviços podem se tornar ativos de um FIDC.

Os FIDCs apresentam duas principais classes de cotas: as cotas subordinadas e as cotas seniores. As cotas seniores têm preferência para fins de resgate e amortização e remuneração pré-definida. Já as cotas subordinadas funcionam como uma forma de garantia para o caso de problemas não previstos na estrutura.

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As categorias de FIDCs

A Anbima classifica os FIDCs em 4 diferentes categorias. São elas: FIDC Fomento Mercantil, FIDC Financeiro, FIDC Agro, Indústria e Comércio e FIDC Outros. Os fundos classificados como Agro, Indústria e Comércio são os mais representativos, com 54,5% do total do setor. Essa participação percentual aumentou consideravelmente neste ano, por conta da captação líquida de um fundo do sistema Petrobrás.

Em resumo, os FIDCs estão ganhando importância na indústria de fundos nos últimos anos, com um maior interesse do investidor por produtos estruturados. Isso decorre, como já dissemos anteriormente, em parte da redução das taxas de juros. Pois, com juros em baixa, o investidor busca maiores possibilidades de retorno, em troca de maior risco.

Como montar um FIDC

A HB Escola de Negócios está lançando o curso Oficina de FIDC para quem deseja se aprofundar no tema. Ministrado por Carlos Eduardo Shiratori, que atua no setor há mais de 20 anos, o curso é uma imersão na indústria de FIDC. São quatro aulas, no período noturno, para os profissionais do mercado financeiro entenderem esse instrumento, incluindo todo o arcabouço regulatório. Visite a página do curso para mais informações.

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