As debêntures da Rodovias do Tietê e os riscos para as pessoas físicas nessas operações

Escola de Negócios

Em junho de 2013, a concessionária Rodovias do Tietê emitiu debêntures incentivadas para captar mais de R$ 1 bilhão. De início, os papéis não atraíram tantos investidores pessoas físicas, mas esse quadro foi se alterando. Os títulos de renda fixa RDVT11 prometiam juros e principal, isentos de imposto de renda. Isso atraiu cada vez mais compradores. A estimativa atual é de que 18 mil pessoas físicas o tenham adquirido. Com a recuperação judicial da emissora, agora milhares de pessoas vivem a incerteza sobre o retorno do que investiram, como mostra reportagem do Valor.

O caso da Rodovias do Tietê é um bom exemplo para falarmos sobre alguns aspectos que envolvem um investimento. Por exemplo, o risco em uma operação de renda fixa. Já escrevemos aqui no Blog da HB que renda fixa não é garantia de renda. É muito importante que os investidores tenham consciência disso na hora em que alocam seus recursos nessa modalidade.

As debêntures da Rodovias do Tietê e os riscos inerentes

Para a decisão de investimento mais consciente, é necessário conhecimento. Portanto, entender a natureza do negócio e o tipo de papel em que está se investindo é primordial. Em coluna no Valor Investe, Hudson Bessa, sócio da HB Escola de Negócios, explica as regras que norteiam debêntures como a RDVT11. “A RDVT11 saiu sob as regras da Lei 12.431/11, cujo objetivo central é disciplinar a emissão de títulos que tenham por objetivo o financiamento de projetos de infraestrutura – uma notória necessidade no Brasil”, escreve. “Investimentos em infraestrutura são de longo prazo e embutem, naturalmente, risco de construção. De forma mais ampla, os riscos inerentes a esses projetos são de difícil quantificação.”

Dessa forma, pela dificuldade para a pessoa física quantificar o risco nesse tipo de negócio, Hudson defende que se incentive a compra de quotas de fundos. “Será que faz sentido incentivar pessoas físicas a comprar um risco que nem os bancos compram?”, questiona.

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