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Coluna do Valor Investe

Estes dias eu revi o filme de animação WALL.E, mais uma pérola da Pixar que, inclusive, ganhou o Oscar de 2009. Ele conta a história de um robô chamado WALL.E (na verdade WALL.E é uma série de robôs) que havia sido fabricado em 2100 com a função de limpar a Terra coberta por lixo, que um belo dia encontra um outro robô, chamado EVA, que tem a missão de encontrar pelo menos uma planta na superfície do planeta Terra, um sinal de que a vida na Terra poderia ser viável novamente.

O filme se passa em 2805, quando a humanidade já vive há mais de 700 anos na nave especial Axiom, em um ambiente de microgravidade em que as pessoas podem viver sem fazer qualquer esforço, o que as tornou morbidamente obesas e com profunda perda óssea. Em um misto de falta de força e esquecimento, elas sequer conseguem andar.

Poucos dias depois foi publicada a carta anual de Larry Fink, CEO e Chairman da gestora BlackRock, dirigida a executivos das empresas nas quais investe, e intitulada “O poder do capitalismo”, em que ele destaca a importância dos “relacionamentos mutuamente benéficos entre você e os funcionários, clientes, fornecedores e comunidades dos quais sua empresa depende para prosperar”.

Em sua carta, ele realça a importância do “capitalismo de stakeholder, algo como capitalismo voltado para o bem comum da sociedade, para a geração de valor a longo prazo para as empresas e seus acionistas.

E o que o filme WALL.E e a carta de Larry Fink tem em comum? A resposta é a preocupação com o meio ambiente e com o desenvolvimento sustentável das empresas e da sociedade.

Para aqueles que acham que meio ambiente e preocupação com um crescimento mais harmônico da sociedade são coisas de ambientalistas e pessoas de esquerda, lembro que a BlackRock é a maior gestora de recursos do mundo, com mais de US$ 9 trilhões sob gestão.

A carta é uma aula sobre política de investimento de longo prazo. Ela começa ressaltando que grande parte dos investidores da companhia são pessoas que investem seus recursos para aposentadoria e, portanto, que vão precisar deles no futuro.

Para tanto, é necessário encontrar as empresas que estão entendendo as intensas mudanças em curso e estão tomando as melhores decisões para adaptar seus negócios e continuar gerando resultados financeiros de longo prazo. Nesse contexto, as empresas devem ter um propósito e colocá-lo no centro de seus relacionamentos.

Aqui entra a questão do ESG ou ASG, sigla para ambientalsocial e governança. O pilar da governança possui um histórico mais longo e está mais desenvolvido. A própria expressão “capitalismo de stakeholder“, capitalismo com propósito, já denota uma preocupação em alinhar interesses e buscar ganhos para todos os que se relacionam com as empresas. Aqui estão incluídos o respeito aos acionistas minoritários, cumprir a legislação, transparência etc…

Por outro lado, tenho a impressão de que o pilar social, apesar dos recentes avanços, ainda é o que está menos evoluídoPolíticas ligadas à diversidade, inclusão e maior respeito a colaboradores, clientes e demais stakeholders ainda carecem de muita luz.

(…)

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