Investidores estão mais ágeis em suas decisões

Escola de Negócios

Coluna do Valor Investe

No artigo do Valor Investe de hoje analiso o histórico da captação líquida dos fundos desde 2002. Os investidores costumavam reagir mais lentamente à mudanças no ambiente e índices de mercado, hoje estão mais ágeis. O triste desempenho da Bolsa e o aumento da taxa de juros em 2021 já inverteram a tendência dos últimos anos entre fundos de renda fixa e ações.
Segue Um fragmento do artigo.

Eis que o ano de 2021 chegou e as fragilidades do governo e sua aparente falta de convicção para levar adiante a agenda liberal apareceram.
Uma sequência de discursos intervencionistas em estatais e preços administrados, embates com o judiciário, falta de articulação no Congresso, aprisionamento pelos partidos aliados, crise hídrica e uma inação em relação à gestão dos problemas se juntaram às questões externas de falta de abastecimento e subida da inflação e turvaram os céus.
Como resultado, o Ibovespa caiu quase 7% até setembro e uma inflação desancorada (mas não descontrolada) forçou o Banco Central a elevar a taxa Selic em 4,25 pontos percentuais, subindo de 2% a.a. em janeiro para 6,25% no período.
O efeito deste ambiente inóspito para os investimentos é que até setembro os fundos de ações captaram menos de R$ 8 bilhões contra R$ 237 bilhões dos fundos de renda fixa. Em todos os meses do ano estes últimos apresentaram captação superior, o que ocorre desde junho do ano passado.

Os fundos de ações que vinham crescendo a uma taxa descontada da rentabilidade de 1,5% ao ano nos últimos anos, até setembro deste ano cresceram apenas 0,1%. Em uma inversão do verificado nos dois anos anteriores, agora os fundos de renda fixa captam, em termos relativos ao patrimônio líquido, mais de dez vezes o alcançado pelos de ações (1,1% contra 0,1%, respectivamente).
A resposta a esse ambiente econômico mais conturbado e um tanto conflagrado parece ser mais ágil que no passado. Se no passado os investidores aguardavam um pouco mais para tomar suas decisões de realocação de capital hoje, ao que parece, eles não esperam para ver o que virá pela frente.
Ainda é cedo para afirmar se este comportamento mais ágil se consolidará, mas as recentes mudanças no mercado indicam que a probabilidade é alta.

Plataformas de investimentos, assessores de investimento, mais investidores jovens, abundância de informações na internet, influencers, educação financeira e tecnologia parecem estar mudando o perfil médio dos investidores, que já não precisariam de tanto tempo para formar uma opinião sobre o que fazer com seus recursos. Estes investidores hoje parecem ter menos dúvidas e medos.
Uma outra hipótese é que o atual cenário seja percebido como tão negativo que as pessoas já tenham desistido do risco e estejam em busca do porto seguro. Mas vamos manter a esperança.

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