Hudson Bessa comenta o artigo do Estadão ” 200 anos de independência do Brasil: pouco a celebrar, muito a questionar”

Escola de Negócios

Este ano comemoramos 200 anos de independência. Para celebrar a data, o Estadão tem publicado artigos muito interessantes sobre a evolução do Brasil neste período.

No primeiro dia do ano José Murilo de Carvalho publicou o artigo “200 anos de Independência do Brasil: pouco a celebrar, muito a questionar: olhando para a frente, podemos nos perguntar se ainda somos um país viável no sentido de sermos capazes de formarmos uma sociedade includente, sem a enorme marginalização que hoje a caracteriza.”

Murilo de Carvalho é um especialista em ciência política e história com livros maravilhosos sobre a república brasileira. Entre eles são imperdíveis “Os bestializados: O Rio de Janeiro e a República que não foi” e “Cidadania no Brasil: O longo caminho”, com os quais aprendi muito sobre a formação da república, e a própria gênese da sociedade brasileira.

Neste artigo ele aborda o drama social brasileiro que repousa sobre a desigualdade. Recuperando dados do IBGE ele nos lembra que ao somarmos os assistidos pelo Bolsa Família aos do Auxílio Brasil (provisório no embate aos efeitos da COVID) atingiu-se o contingente de 100 milhões de pessoas, metade da população brasileira.

Um país que ocupa a 13ª posição entre os países mais ricos do mundo e que se contenta com a 84ª posição no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). Que em 2010 tinha 44% da riqueza nacional em mãos de apenas 1% da população. E que para piorar não cresce, que se arrasta há pelo menos 30 anos em meio a taxas médias de crescimento baixíssimas. E que na última década experimentou redução média do PIB per capita.

A desigualdade pode criar seus incentivos para competição, aumento da eficiência e crescimento econômico e social. Porém, a partir de determinado patamar ela pode gerar frustração, desilusão e ceifar a esperança.
Uma competição em que muitos participantes na partida já sabem que não possuem a menor chance de ganhar, que seja subir um pequeno degrau, não incentiva ninguém.

É neste contexto que o autor lança a pergunta se o Brasil ainda é um país viável.
Para o futuro, essa é a discussão que realmente importa.

Para refletir.

 

Deixe uma resposta

× Contato via Whatsapp